sábado, novembro 17, 2007


Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.


Alberto Caeiro, Ficções do Interlúdio y San Martin de Trevejo - Nacarada, Foto de Ángel Durán

sexta-feira, novembro 16, 2007


AR LIVRE


Enquanto os elefantes pela floresta galopam
no fumo do seu peso,
perto, lá andava ela nua a cavalgar o antílope,
com uma asa direita outra caída.
E a amazona seguia...
e deixava a boca no sumo das laranjas.
Os olhos verdes no mar.
O corpo em a nuvem das alturas
- a guardadora
da sempre nova faísca de incendiária!

Edmundo Bettencourt (1899 - 1973), Poemas Surdos

quinta-feira, novembro 15, 2007

- O lobo das estepes -

(Hermann Hesse)


Eu, lodo das estepes, corro, corro,
a neve cobre o mundo,
da bétula levanta voo o corvo,
mas nunca aparece uma lebre, nunca aparece um cervo.
E como eu amo os cervos!
Se acaso encontrasse algum,
prendia - o com garras e dentes:
é a coisa mais bela em que penso.
Com os sensíveis seria também sensível,
devorava - os todos de extremo a extremo,
bebia - lhes até ao fundo o sangue púrpura e espesso,
e solitariamente uivava pela noite dentro.
Contentava - me com uma lebre.
É tão doce à noiteo sabor da sua carne quente.
Porventura foi - me negado tudo quanto possa, um pouco,
alegrar a vida, um pouco apenas?
A minha companheira, há muito que não a tenho,
o pêlo da minha cauda começa a ficar cor de cinza,
e só quando há bastante luz é que vejo.
Agora corro e sonho com cervos,
ouço o vento soprar nas grandes noites de inverno,
e a minha alma dolorosa, entrego - a eu ao demónio.

Doze Nós numa Corda
(poemas traduzidos para português por Herberto Herder)

terça-feira, novembro 13, 2007


Diz à Primavera:
estende as nuvens do teu manto
e abre os teus véus
sobre os lugares onde brinquei
na minha infância.



não me desiludas, Primavera
as minhas lágrimas vão no teu encalço
em longas vagas.
mistura o perfume da minha saudade
a humidade das nuvens
para aspergires aqueles a quem amo.
debruça - te sobre Córdova e estreita - a
como eu a estreitaria contra o peito
depois,
sobre os vales e colinas que são seus
espalha flores
que anunciarão através de ti
que lhe mando a mensagem.



Ibn' Darraj Al - Qastalli (958 - 103o), O meu coração é árabe (tradução de Adalberto Alves) y

Almendruqueiru, Foto de Ángel Durán

sábado, novembro 10, 2007


(Dincas, Sudão)


No tempo em que Deus criou todas as coisas,

criou o sol,

e o sol, e morre, e volta a nascer;

criou a lua,

e a lua nasce, e morre, e voltam a nascer;

criou o homem,

e o homem nasce, e morre, e não volta a nascer.


Poesia Toda (versão de Herberto Helder) y Foto de Ángel Durán

sexta-feira, novembro 09, 2007


Meto - me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas - noites,
E a minha voz contente dá as boas - noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o mundo,
A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito,
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.

Alberto Caeiro, Ficções do Interlúdio y Febrero, Foto de Ángel Durán


La amistad del perro es, sin duda, más viva y constante que la del hombre.



Michel de Montaigne (1533 - 1592)
Curro 3, Foto de Ángel Durán

quinta-feira, novembro 08, 2007


-Canto de Nosso Senhor o Esfolado-

(Astecas)


Tu, bebedor nocturno
enverga as vestes de ouro,
tuas vestes de ouro e chuvas!
Escorreu, ó deus, a água de pedras preciosas.
O cipreste alto transmudou - se em quetzal;
em serpente de quetzal se transmudou a serpente de fogo;
libertou - me, a serpente de fogo.
Talvez eu me vá embora, talvez vá, talvez vá embora para me queimar,
eu, a doce planta de milho.
O meu coração é uma preciosa pedra verde,
mas o ouro, ainda o verei dentro dela, ainda verei o ouro.
Quando o meu coração amadurecer,
em júbilo, quando o coração ficar maduro.
Meu deus, faz fremir os pés de milho dentro da terra,
faz crescer os pés de milho.
Fixarei os olhos no cimo da montanha de esmeralda,
em júbilo, os olhos no cimada montanha,
e há - de nascer o senhor da guerra quando o ouro ficar maduro.


Poemas Ameríndios
(Poemas mudados para português por Herbero Helder) y
Noviembre, Foto de Ángel Durán

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.


Pensar uma flor é vê - la e cheirá - la
E comer um fruto é saber - lhe o sentido.


Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá - lo tanto,
E me deito a comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro, Ficções de Interlúdio
Estápias, Foto de Ángel Durán

quarta-feira, novembro 07, 2007


El rojo sol de un sueño en el Oriente asoma.
Luz en sueños. No tiembles, andante peregrino?
Pasado el llano verde, em la florida loma,
acaso está el cercano final de tu camino.
Tú no verás del trigo la espiga sazonada
y de macizas pomas cargando el manzanar,
ni de la vid rugosa la uva aurirrosada
Cuando el primer aroma exhalen los jazmines
y cuando más palpiten las rosas del amor,
una mañana de oro que alumbre los jardines,
no huirá, como una nube dispersa, el sueño en flor?
Campo recién florida y verde, quién pudiera
sonãr aún largo en esas pequeñitas
corolas azuladas que manchan la pradera,
y en esas diminutas primeras margaritas!

Antonio Machado y Foto de Ángel Durán

terça-feira, novembro 06, 2007


BALADILLA DE LOS TRES RÍOS


El río Guadalquivir
va entre naranjos y olivos.
Los dos ríos de Granada
bajan de la nieve al trigo.


Ay, amor
que se fue y no vino!


El río Guadalquivir
tiene las barbas granates.
Los dos ríos de Granada,
uno llanto y otro sangue.


Ay, amor
que se fue por el aire!


Para los barcos de vela
Sevilla tiene un camino;
por el agua de Granada
sólo reman los suspiros.


Ay, amor
que se fue y no vino!


Guadalquivir, alta torre
y viento en los naranjales.
Dauro y Genil, torrecillas
muertas sobre las estanques.


Ay, amor
que se fue por el aire!

Quién dirá que el agua lleva
un fuego fatua de gritos!


Ay, amor
que se fue y no vino!


Lleva azahar, lleva olivas,
Andalucía, a tua mares.


Ay, amor
que se fue por el aire!


Federico García Lorca, Poema del Cante Jondo (1921 - 1922)

segunda-feira, novembro 05, 2007


Inscrição para a cabana do eremita de Tsuei



O caminho dos simples coberto de musgo vermelho

A janela na montanha abrindo para o azul

Invejo - te o vinho que bebes entre as flores

e todas essas borboletas que voam nos teus sonhos.



Tsieu Ki, China (Século VIII D.C), O vinho e as rosas
San Martin de Trevejo - A tranquiliai dun sitiu, Foto de Ángel Durán

domingo, novembro 04, 2007


O GATO


Lindo gato, vem cá, vem ao meu colo;
Encolhe as unhas dessa pata,
E deixa que eu mergulhe nos teus olhos,
Um misto de metal e ágata.

Quando os meus dedos, à vontade, afagam
O dorso elástico, a cabeça,
E a mão se me inebria de prazer
No corpo eléctrico, a apalpá - lo,


Vejo a minha mulher. O seu olhar,
Tal como o teu, querido animal,
Frio e profundo, dende - nos qual dardo,

E da cabeça até aos pés
Um ar subtil, um perfume rigoroso
Nadam em torno do seu corpo.

Charles Baudelaire (1821 - 1867), As Flores do mal (tradução de Fernando Pinto do Amaral)
Foto de Ángel Durán


Às vezes tenho ideias, felizes,
Ideias sùbitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despegam....


Depois de escrever, leio...
Porque escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...

Álvaro de Campos, Poemas

sábado, novembro 03, 2007


La vid ha cautivado mi ser. Posiblemente

el cuerdo ha de mofarse, mas quizá de mi carne

salga un día la llave que abra aquella puerta

que siempre vio cerrada ante sus ambiciones.



Omar Kheyyam, Rubaiyat
Cerrollu denatis, Foto de Ángel Durán

quinta-feira, novembro 01, 2007


El rojo sol de un sueño en el Oriente asoma.
Luz en sueños. No tiemblas, andante peregrino?
Pasado el llano verde, en la florida loma,
acaso está el cercano final de tu camino.
Tú no verá del trigo la espiga sazonada
y de macizas pomas cargando el manzanar,
ni de la vid rugosa la uva aurirrosada
ha de exprimir su alegre licor en tu lagar.
Cuando el primer aroma exhalen los jazmines
y cuando más palpiten las rosas del amor,
una mañana de oro que alumbre los jardines,
no huirá, como una nube dispersa, el sueño en flor?
Campo recién florido y verde, quién pudiera
soñar aún largo tiempo en esas pequeñitas
corolas azuladas que manchan la pradera,
y en esas disminutas primeras margaritas!

António Machado
Xálima, Foto de Ángel Durán

terça-feira, outubro 30, 2007



ÁRBOL DE CANCIÓN

Caña de voz y gesto,
una vez y otra vez
tiembla sin esperanza
en el aire de ayer.

La niña suspirando
lo quería coger;
pero llegaba siempre
un minuto después.

Ay sol! Ay luna, luna!
un minuto después.
Sesenta flores grises
enredaban sus pies.

Mira cómo se mece
una vez y otra vez,
virgen de flor y rama,
en el aire de ayer.


Federico García Lorca, Canciones (1921 - 1924)
Cilleros 4, Foto de Ángel Durán

segunda-feira, outubro 29, 2007


Mientras la rosa arome las márgenes del río

bebamos de la vid los líquidos rubíes,

y cuando el Ángel del licor oscuro venga

a darte su brebaje, bebe alegre y paciente.



Omar Kheyyam, Rubaiyat

San Martin de Trevejo - O vinu, Foto de Ángel Durán

domingo, outubro 28, 2007

Felicidade. Tão simples como um copo de chocolate, tão tortuosa como o coração.Amarga. Doce. Viva.

In, Joanne Harris, Chocolate, 17ª edição. Porto, Asa Editores S.A., 2003, p.149.

CANCIÓN DEL JINETE (1860)


En la luna negra
de los bandoleros,
cantan sus espuelas.


Caballito negro.
Dónde llevas tu jinete muerto?


...Las duras espuelas
del bandido inmóvil
que perdió las riendas.


Caballito frío.
Qué perfume de flor de cuchillo!


En la luna negra,
sangraba el costado
de Sierra Morena.


Caballito negro.
Dónde llevas tu jinete muerto?


La noche espolea
sus negros ijares
clavándole estrellas.


Caballito frío.
Qué perfume de flor de cuchillo!


En la luna negra,
un grito! y el cuerno
largo de la hoguera.


Caballito negro.
Dónde llevas ti jinete muerto?


Federico García Lorca, Andaluzas

En la desnuda tierra del camino
la hora florida brota,
espino solitario,
del valle humilde en la revuelta umbrosa.
El salmo verdadero
de tenue voz hoy torna
al corazón, y al labio,
la palabra quebrada y temblorosa.
Mis viejos mares duermen; se apagaron
sus espumas sonoras
sobre la playa estéril. La tormenta
camina lejos en la nube torva.
Vuelve la paz al cielo;
la brisa tutelar esparce aromas
otra vez sobre el campo, y aparece,
en la bendita soledad, tu sombra.


Antonio Machado
Pradera de Cilleros, Foto de Ángel Durán

sábado, outubro 27, 2007


"Eu só uso o melhor. Os blocos para a cobertura são ligeiramente maiores do que tijolos para a construção, uma caixa de cada qualidade a cada entrega, e eu uso os três tipos: preto, de leite e branco. Tem de ser preparado para ficar no seu estado cristalino, produzindo uma superfície dura e estaladiça com um bom brilho. Alguns confeteiros compram os seus prodtos já preparados, mas eu gosto de os preparar eu mesma. Existe un infinito fascínio em manusear blocos baços de cobertura em bruto, raspá - los à mão - nunca uso misturas eléctricas - para grandes tachos de cerâmica, depois de derreter, mexer, testarcada passo meticuloso com o termómetro do açúcar até que uma dose suficiente de calor tenha sido aplicada para operar a mudança. Existe uma espécie de alquimia na transformação do chocolate em bruto neste ouro de um louco sábio, a magia de um leigo que até a minha mãe poderia apreciar. Ao trabalhar, limpo a mente, respirando fundo. As janelas esão abertas e a corrente de ar seria fria se não fosse o calor do fogão, os tachos de cobre, o vapor que se evola da cobertura a derreter. Os aromas cruzados de chocolate, baunilha, cobre aquecido e canela são intoxicantes, poderosamente sugestivos, os aromas brutos e telúricos das Américas, o perfume quente e resinoso da floresta tropical. Eis como agora viajo, como as aztecas nos seus rituais sagrados: México, Venezuela, Colômbia. A corte de Montezuma. Cortez e Colombo. O Manjar dos Deuses, borbulhando e espumando em taças cerimoniais. O amargo elixir da vida.
Talvez seja isto que Reynaud intui na minha lojinha: um regresso a tempos em que o mundo era um lugar mais vasto e selvagem. Antes de Cristo - antes de Adónis nascer em Belém ou Osíris ser sacrificado na Páscoa - , o grão de cacau já era venerado. Eram - lhe atribuídas qualidades mágicas. A sua infusão era uam bebida em golinhos nos degraus de tempos sacrificiais; os seus êxtases eram poderosos e terríveis. Será isto que ele teme? A corrupção pelo prazer, a subtil transubstanciação da carne numa taça para o vício? Para ele, nada de orgias sos sacerdotes aztecas. E contudo, por entre os vapores de choclate a derreter, algo começa a ganhar forma - uma visão, diria a minha mãe -, um dedo esfumado de percepção apontando...apontando..."


In, Joanne Harris, Chocolate, 17ª edição. Porto, Asa Editores S.A., 2003, pp. 53 - 54.



CANCIÓN DEL JINETE



Córdoba.

Lejana y sola.



Jaca negra, luna grande,

y aceitunas en mi alforja.

Aunque sepa los caminos

yo nunca llegaré a Córdoba.



Por el llano, por el viento,

jaca negra, luna roja.

La muerte me está mirando

desde las torres de Córdoba.



Ay qué camino tan largo!

Ay mi jaca valerosa!

Ay que la muerte me espera,

antes de llegar a Córdoba!



Córdoba.

Lejana y sola.



Federico García Lorca, Canciones (1921 - 1924)






DOS BALADAS AMARILLAS


1


En lo alto de aquel monte

hay un arbolillo verde.


Pastor que vas,

pastor que vienes.


Olivares soñolientos

bajan al llano caliente.


Pastor que vas,

pastor que vienes.


No ovejas blancas ni perro

ni cayado ni amor tienes.


Pastor que vas.


Como una sombra de oro

en el trigal te disuelves.


Pastor que vienes.




2


La tierra estaba

amarilla.


Orillo, orillo,

pastorcillo.


Ni luna blanca

ni estrella lucían.


Orillo, orillo,

pastorcillo.


Vendimiadora morena

corta el llanto de la viña.


Orillo, orillo,

pastorcillo.


Federico García Lorca, Primeras Canciones (1922)

abril y Paisaji, Fotos de Ángel Durán

sexta-feira, outubro 26, 2007


Igual que una linterna mágica es esta Rueda

en torno de la cual vamos todos girando:

la lámpara es el sol, el mundo la pantalla,

nosotros las imágenes que pasan y se esfuman.



Omar Kheyyam, Rubaiyat

Coria, Foto de Ángel Durán

«No hay nada más hermoso que mi faz. Por qué debo

sufrir al perfumista?» se quejaba la rosa.

Y el ruiseñor repuso: «Cállate, desdichada.

Quién no ha reído un día para llorar un año?»



Omar Kheyyam, Rubaiyat

quarta-feira, outubro 24, 2007



O GATO DE JEREMY BENTHAM


O filósofo inglês Jeremy Benthan (1748 - 1832) não só acreditava fervorosamente na ética utilitária, como também foi o seu principal defensor. Neste texto, o seu amigo Jonh Bowring descreve um dos animais de estimação favoritos de Bentham.


Bentham gostava muito de animais, especialmente dos «bichaninhos», como ele lhes chamava, que possuíam virtudes domésticas, mas não nutria qualquer simpatia pelos gatos comuns. Tinha um, contudo, do qual se gabava de ter «transformado em homem» e ao qual costumava convidar para comer macarrão à mesa com ele. O bichano foi nomeaod cavaleiro, gozando do título de Sir Jonh Langbourne. Nos seus dias de juventude era um cavalheiro travesso, irreflectido e, na verdade, algo libertino; tinha, de acordo com o relato do seu patrono, o hébito de seduzir damas frívolas e tontas, da sua própria raça, nos jardins de Queen's Square Place: mas cansou - se, por fim, tal como Salomão, de prazeres e vaidadds, tornando - se tranquilo e meditativo - dedicou - se à Igreja, abdicou do seu título de Cavaleiro, passando a Reverendo Jonh Langbourne. Foi adquirindo, gradualmente, uma grande reputação pela sua santidade e sabedoria, pelo que lhe foi conferido o título de Doutor. Quando o conheci, já em dias de declínio, dava simplesmente pelo nome de Reverendo Doutor Jonh Langbourne: e era igualmente conspícuo pela sua circunspecção e filosofia. Sua reverência era tratada, invariavelmente, com muito respeito: e supunha - se que não tardaria a receber uma mitra quando a velhice se interpôs entre ele e os seus sonhos. Partiu por entre o pesar dos seus muitos amigos, juntando - se aos seus antepassados no descanso eterno de um cemitério no jardim de Milton.


Jonh Bowring y Foto de Ángel Durán

terça-feira, outubro 23, 2007



El perro es un invento de los dioses.
Xenophon (430 - 355 A.J.C)
Mimo, Foto de Ángel Durán



El tulipán contempla los cielos, esperando,

paciente, que le sirvan su sorbo de rocío.

No aguardes a que el Hado la vida te destroce

lo mismo que se rompe una copa vacía.



Omar Kheyyam, Rubaiyat



Mar



A la hora de la tarde

viene un gigante a pensar.

Junto al mar, que mucho suena,

medita, sordo a la mar.

En el fondo de sus ojos

las naves huyendo están,

entre delfines de bruma,

sobre el bermejo del mar.

Él no ve ni el mar ni el cielo,

él sólo ve su pensar.

Gigante meditabundo

a la vera de la mar!



Antonio Machado

Playa de la Lanzada, [España], Foto de Ángel Durán

segunda-feira, outubro 22, 2007



Mariposa de la Sierra


A Juan Ramón Jiménez, por su libro Platero y Yo


No eres tú, mariposa,

el alma de estas tierras solitarias,

de sus barrancos hondos,

y de sus cumbres agrias?

Para que tú nacieras,

con su varita mágica

a las tormentas de la piedra, un día,

mandó callar a un hada

y encadenó los montes

para que tú volaras.

Anaranjada y negra,

morenita y dorada,

mariposa montés, sobre el romero

plegadas las alillas o, voltarias,

jugando con el sol, o sobre un rayo

de sol crucificadas.

Mariposa montés y campesina,

mariposa serrana,

nadie ha pintado tu color; tú vives

tu color y tus alas

en el aire, en el sol, sobre el romero,

tan libre, tan salada!...

Que Juan Ramón Jiménez

pulse por ti su lira franciscana.



Sierra de Cazorla, 28 de Mayo de 1915


Antonio Machado y foto de Ángel Durán




Llegó la primavera, la estación en que nuestros


impacientes deseos buscan la perfumada


soledad. Cada flor, será la blanca mano


de Moisés; y la brisa, grato aliento del Cristo?



Omar Kheyyam, Rubaiyat
Espiñeiru y escoba, Foto de Ángel Durán


El agua se quejaba porque, para llevarla

al monte, la extrajeron del mar. Y éste le dijo:

«Aunque vagues mil años, dejarás algún día

de ser gota extraviada: volverás a mi seno.»

Omar Kheyyam, Rubaiyat y Torrenteira 1, Foto de Ángel Durán

domingo, outubro 21, 2007




Papagayo verde,

lorito real,

di tú lo que sabes

al sol que se va.



Antonio Machado, Coplas








Fíjate en el capullo transformándose en rosa.


Míralo cómo abre sus pétalos, y alegre,


anuncia su venida a este mundo. Mi bolsa


abriré, derramando en el jardín el oro.




Omar Kheyyam, Rubaiyat

Natura crea la rosa y la destruye luego,

tornándola a la tierra. Si polvo en vez de agua

aspirasen las nubes, hasta el último día

del mundo, llovería sangre de enamorados.


Omar Kheyyam, Rubaiyat

Donde nace una rosa roja, vertióse antaño



de un príncipe la sangre. Del lunar de un efebo



procede la violeta. Las flores del jacinto



nacieron de una frente que fue tersa y brillante.



Omar Kheyyam, Rubaiyat

sábado, outubro 20, 2007

La vida es un tablero de ajedrez, donde el Hado
nos mueve cual peones dando mates por penas.
En cuanto acaba el juego, nos saca del tablero
y nos arroja a todos al cajón de la Nada.

Omar Kheyyam, Rubaiyat


Amanecer de Otoño


A Julio Romero Torres


Una larga carretera
entre grises peñascales,
y alguna humilde pradera
donde pacen negros toros. Zarzas, malezas, jarales.
Está la tierra mojada
por las goras del rocío,
y la alameda dorada,
hacia la curva del río.
Tras los montes de violeta
quebrado el primer albor;
a la espalda la escopeta,
entre sus galgos agudos, caminando un cazador.


In, Antonio Machado, Poesías Completas
Foto Ángel Durán

sexta-feira, outubro 19, 2007



La Dalia





"la dalia es hermosa", cantaban las aves,

Volando ligeras en torno a la flor;

La flor ocultaba sus hojas suaves

Templando inocente de casto pudor.

"Qué tiene la esquiva - las aves decían -
Que guarda su cáliz del sol celestial?"

Y más afanosas sus alas batían,
Y más se ocultaba la flor virginal.

Las aves dijeron: "Te causa congojas

El vuelo oficioso del aura sutil?"

La flor, por respuesta, cerró más sus hojas,

Doblando, impaciente, su tallo gentil.

Huyeron las aves, y tímida y pura

Abrió muy despacio sus hojas la flor:
Fecunda brillaba su casta hermosura.

Oh, brillo fecundo del casto pudor!

J. Selgas






El manzano

Magnífico manzano
En el corral de un clérigo crecía.
Un vecino de envidia se moría
Viéndole tan fecundo y tan lozano:
El ni manzano, ni corral tenía.
Y ya que de otro modo
No supo desfogar su encono fiero,
Arrojaba al frutal desde un granero
El desperdicio de su casa todo,
Haciendo del corral estercolero.
Bien sucedió el ramaje;
Mas la lluvia a su tiempo lo limpiaba,
La tierra con la broza se abonada,
Y el resultado fué del ruin ultraje
Que más fruto y mejor el árbol daba.
Más útil que nociva
Es la gente mordaz que tanto abunda,
Pus hace con su rabia furibunda
Que el integro varón más cauto viva
Y más pronto a sus émulos confunda.

Juan Eugenio Hartzenbusch

sábado, junho 02, 2007

"Se a mulher não tivesse sido criada, não haveria sol nem lua, nem agricultura, nem fogo."

Ditado encontrado in Sheila Lewenhak, A mulher e o trabalho, Lisboa, Editorial Presença, 1980.

quarta-feira, maio 30, 2007


Canto de la Primavera

Ya vuelve la primavera:
Suene la gaita, - ruede la danza:
Tiene sobre la pradera
El verde manto - de la esperanza.

Sopla caliente la brisa:
Suene la gaita, - ruede la danza:
Las nubes pasan aprisa,
Y el azur muestran - de la esperanza.

La flor ríe en su capullio:
Suene la gaita, - ruede la danza:
Canta el agua en su murmullo
El poder santo - de la esperanza.
La oís que en los aires trina?
Suene la gaita, - ruede la danza:
_ "Abrid a la golondrina,
Que vuelve en alas - de la esperanza." -

Niña, la niña modesta:
Suene la gaita, - ruede la danza:
El Mayo trae tu fiesta
Que el logro trae - de tu esperanza.

Cubre la tierra el amor:
Suene la gaita, - ruede la danza:
El perfune engendrador
Al seno sube - de la esperanza.

Todo zumba y reverdece:
Suene la gaita, - ruede la danza:
Cuanto el son y el verdor crece,
Tanto más crece - toda esperanza.

Sonido, aroma y color
(Suene la gaita, - ruede la danza)
Unense en himnos de amor,
Que engendra el himno - de la esperanza.

Morirá la primavera:
Suene la gaita, - ruede la danza:
Mas cada año en la pradera
Tornará el manto - de la esperanza.

La inocencia de la vida
(Calle la gaita, - pare la danza)
No torna una vez perdida:
Perdí la mía! - ay mi esperanza!

Pablo Piferrer
Foto de Ángel Durán

sexta-feira, abril 06, 2007

O baile na flor

QUE BELAS as margens do rio possante,
Que ao largo espumante campeia sem par!...
Ali das bromélias nas flores doiradas
Há silfos e fadas, que fazem seu lar...
E, em lindos cardumes,
Sutis vagas lumes
P'ra o baile na flor.
E então - nas arcadas
Das pétalas doiradas,
Os grilos em festa
Começam na orquestra
Febris a tocar...
E as breves
Falenas
Vão leves,
Em bando
Girando,
Valsando,
Voando
No ar!...

in Castro Alves, A cachoeira de Paulo Afonso

quinta-feira, abril 05, 2007

O laço de fita

Não sabes, criança?'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendim-me
Num laço de fita.

Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.

Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.

E agora enleada na tênua cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!

Meu Deus! As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu...tens por asas
Um laço de fita.

Há pouco voavas na célebre valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.

Mas aí! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa...crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu...fico preso
No laço de fita.

Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova...formosa Pepita!
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.

in, Castro Alves, Espumas flutuantes

quinta-feira, março 29, 2007



El molino

Sigue el agua su camino,
y al pasar por la arboleda,
mueve impaciente la rueda
del solitario molino.
Cantan alegres
los molineros,
llevando el trigo
de los graneros;
trémula el agua,
lenta camina,
rueda la rueda,
brota la harina,
y allí en el fondo
del caserío,
a par del hombre
trabaja el río.
La campesina tarea
cesa con el sol poniente,
y la luna solamente
guarda la paz de la aldea.

Antonio Fernandez Grilo

quarta-feira, março 14, 2007

Amor

Quando o amor o chamar
Seguie
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados
E quando ele vos envolver com suas asas
Cedei - lhe
Embora a espada aculta na sua plumagem possa feri - vos.
E quando ele vos falar
Acreditai nele
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o
devasta o jardim
Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos
crucifica
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento.
Trabalha para vossa poda
E da mesma forma que alcança vossa altuea e acarecia vossos
ramos mais tenros que se embalam ao sol.
Assim também desce até vossas raízes e a sacode ao seu apego
à terra
Como feixes de trigo ele vos aperta junto ao seu coração
Ele vos debulha para expor a vossa nudez
Ele vos peneira para libertar - vos das palhas
Ele vos mói até extrema brancura
Ele vos amassa até que vos tornéis maleáveis
Então eles vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão
místico do banquete divino
Todas essas coisas o amor operará em vos para que conheçais
os segredos dos vossos corações.
E com esse conhecimento vos convertais no pão místico do
banquete divino.
Todavia se no vosso temor procurardes somente a paz do amor,
o gozo do amor.
Então seria melhor para vos que cobrísseis vossa nudez,
abandonásseis a ira do amor.
Para entrar num mundo sem estações onde rireis, mas não
todos os vossos risos
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá, se não de si próprio
E nada recebe, se não de si próprio.
O amor não possui nem se deixa possuir
Pois o amor basta - se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga "Deus está no meu
coração".
Mas que diga antes "Eu estou no coração de Deus"
E não imagineis que possas dirigir o curso do amor pois o amor
Se vos achar dignos determinará ele próprio vosso curso.
O amor não tem outro desejo se não o de atingir a sua plenitude
Se contudo amardes e precisardes ter desejos
Sejam estes os vossos desejos
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta
Sua melodia para a noite.
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor.
De sangrardes de boa vontade e com alegria.
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes
por um novo dia de amor.
De descansardes ao meio - dia e meditardes sobre o êxtase do
amor.
De voltardes para casa À noite com gratidão
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem - amado
E nos lábios uma canção de bem - aventurança.

Poesia Árabe.

domingo, março 11, 2007

Without You/ Desde el día que te fuiste

Me dijiste que te ibas
Y tus labios sonreían
Mas tus ojos eran trozos del dolor,
No quise hablar,
Sólo al final te dije adiós,
Sólo adiós.

Yo no sé si fue el orgullo
O a que cosa lo atribuyó
Te dejé partir
Sintiendo tanto amor,
Tal vez hacía falta
Sólo un por favor!
Detente, amor...

No sé
Dejarte en el olvido
No sé
No tengo valor
No sé vivir si no es contigo
Sin ti
No sé ni quien soy.

Desde el día que te fuiste
Tengo el alma más que triste
Y mañana, sé muy bien,
Va a ser peor,
Como olvidar ese mirar desolador
Que era amor!

No sé
Dejarte en el olvido
No sé
No tengo valor
No sé
Vivir si no es contigo
Sin ti
No sé ni quien soy.

Il Divo
Have You Ever Really Loved a Women/ Un regalo que te dio la Vida

Si ella, te hace falta, como el agua
Si es tu mayor necesidad
Si por su amor, eres feliz
Y el mundo es gris cuando no está
Si no concibes vivir sin verla,
Sin dudar...
Es la mujer que tú soñabas.

Si ella, te quiere, y es el amor
De tu vida
Entrégale todo, amala sin medida
Demuestrale a diario

Que es ella tu reina, tu consentida
que conocerla fue un milagro
Un regalo que te dió la vida
Si para ti n hay otra, debes
cuidarla
Evitar hacerla llorar
Si te comprende y es tu guarida
Hazla tu amiga de verdad
Y será tuya hasta la muerte,
Ya verás
Que no sé va y no te traiciona

Haz que se sienta mujer al amar
Conquistale la piel,
Entregale tu ser
Y ella será tu luzen cada despertar

Si no concibes vivir sin verla,
Sin dudar...
Es la mujer que tu soñabas.

Il Divo
La vida sin amor

Cuando el sol cae un día más
Sé que no quieres dormir
La pasión nos vuelve a desnudar
Porque sin ti yo no sé vivir.

Y la oscoridad ve enloquecer
A un hombre y una mujer.

La vida sin amor
Es un fuego sin pasión
La vida sin amor
No sirve ya mi corazón
Pues olvido amar

Lágrimas que nunca lloré
Súplicas que no te di
Y un mundo igual que sólo saber huir
Dejando atras todo mi sufrir

Y en la oscuridad, piel sobre piel
El alma, calma su des

La vida sin amor
Es un fuego sin pasión
La vida sin amor
No sirve ya mi corazón
Pues olvido amar.

Il Divo

sexta-feira, março 09, 2007

Una noche

La dama de mi amor
No ha llegado
La espero con pasión
Se que un día vendrá.

No sabe que yo estoy
Añorandola
No hay tiempo que no esté
adorándola.

Que hacer, que ofrecer
Si rogar o implorar
Porque al fin me llegue
Quiero su amor una noche.

El verbo de mi amor
No lo expreso aún
Está sin conjugar
No ha podido hablar.

La noche no soñé
Ya la siento aquí
Sus pasos percibi
No tarda en llegar.

Que hacer, que ofrecer
Si rogar o implorar
Porque al fin me llegue
Quiero su amor esta noche

Tengo un nido que está tibio
Que nunca vió amanecer
Y en mis manos una estrella
Que sólo quiere brillar para ti.

Que hacer, que ofrecer....etc.

Il Divo
You Raise me up/ Por ti sere

Cuando me vi desnudo y sin aliento
Arando un mar desierto y sin amor
Cuando pense que mi alma había muerto
Llegaste tú como la luz del sol.

Por ti sere más fuerte que el destino
Por ti sere tu heroe ante el dolor
Yo sin ti estaba tan perdido
Por ti sere mejor de lo que soy

Por ti sere mejor de lo que soy.

Il Divo
Somewhere

There's a place for us,
Somewhere, a place for us.
Peace and quiet and open air
Wait for us
Somewhere.

There's a time for us,
Someday a time for us,
Time together with time to spare,
Time to learn, time to care,
Some day!

Somewhere.
We'll find a new way of living,
We'll find a way of forgiving
Somewhere.

There´s a place for us,
A time and place for us.
Hold my hand and we're halfway
There.
Hold my hand and I'll take you
There
Somehow,
Someday,
Somewhere!

Il Divo

quinta-feira, março 08, 2007

Amor venme a buscar

Amor venme a buscar
Mi vida sin ti ya no es vida
Tu amor es el aire que me hacia
Respirar
Te extraño porque me haces daño
Es imposible aunque lo intente
Olvidar.... Oh Oh

De quererte así me voy a
enloquecer
Moriría si me dejas de querer

Amor venme a buscar
Te necesito no lo ves no puedo más
Todo es trsiteza desde que no estás
No seas cruel perdoname
Nunca se resignará mi corazón
A perder tu amor

Te amo cuanto te amo
Tu me decias llena de felicidad
No entiendo, no lo comprendoi
como me puedes herir así y
abandonar...Oh Oh Oh Oh

Te conozco y se muy bien que al
igual que yo
tienes ganas que otra vez seamos
dos.

Amor venme a buscar
Te necesito, no lo ves que no puedo más
Todo es tristeza desde que no estás
No seas cruel perdóname

Nunca se resignara mi corazón
A perder tu amor
Vuelveme a buscar
Salvame del castigo de no tenerte
Un día más
Voy a enloquecer si me dejas de
querer.

Amor te necesito no lo ves, venme
a buscar
Todo es tristeza desde que no estás
No seas cruel, perdoname
Nunca se resignara mi corazón
A perder tu amor.

Tell that ti my heart, IL Divo

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Para tu amor

Para tu amor lo tengo todo
Desde mi sangre hasta la esencia de mi ser
Y para tu amor que es mi tesoro
Tengo mi vida toda entera a tus pies

Y tengo también
Un corazón que se muere por dar amor
Y que no conoce el fin
Un corazón que late por vos

Para tu amor no hay despedidas
Para tu amor yo solo tengo eternidad
Y para tu amor que me ilumina
Tengo una luna,un arco iris y un clavel

Y tengo también
Un corazón que se muere por dar amor
Y que no conoce el fin
Un corazón que late por vos

Por eso yo te quiero tanto que no sé como explicar
Lo que siento
Yo te quiero porque tu dolor es mi dolor
Y no hay dudas
Yo te quiero con el alma y con el corazón
Te venero
Hoy y siempre gracias yo te doy a ti mi amor
Por existir

Para tu amor lo tengo todo
lo tengo todo y loi que no tengo también
Lo conseguiré
para tu amor que es mi tesoro
Tengo mi vida toda entera a tus pies

Y tengo también
Un corazón que se muere por dar amor
Y que no conoces el fin
Un corazón que late por vos

Por eso yo te quiero tanto que no sé como explicar
Lo que siento
Yo te quiero porque tu dolor es mi dolor
Y no hay dudas
Yo te quiero con el alma y con el corazón
Te venero
Hoy y siempre gracias yo te doy a ti mi amor

Juanes

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Te recuerdo como eras en el último otoño.
Eras la boina gris y el corazón en calma.
En tus ojos peleaban las llamas del crepúsculo.
Y las hojas caian en el agua de tu alma.

Apegada a mis brazos como una enredadera,
las hojas recogían tu voz lenta y en calma.
Hoguera de estupor en que mi sed ardía
Dulce jacinto azul torcido sobre mi alma.

Sinto viajar tus ojos y es distante el otoño:
boina gris, voz de pájaro y corazón de casa
hacia donde emigraban mis profundos anhelos
y caían mis besos alegres como brasas.

Cielo de un navío. Campo desde los cerros.
Tu recuerdo es de luz, de humo, de estanque en calma!
Mas allá de tus ojos ardían los crepúsculos
Hojas secas de otoño giraban en tu alma.

Pablo Neruda (Veinte poemas de amor y de una canción desesperada)